|  forum
 
Forum  


- 04/11/06 02:11 Há muitos aspectos com os quais discordo, mas não com as aulas de substituição. Os impostos dos contribuintes também são para garantir isso! Há muitas vezes mais que um professor a faltar num dia a uma turma, eu não gostaria que um educando meu ficasse sem aula (nem uma!)Tenho direito à prestação desse serviço, pago para isso, e o professor que não mo presta não tem direito a receber pelo serviço que não fez, só o que o presta!Isto de todos acharem que anda tudo insatisfeito com as aulas de substituição é revelar que está tudo insatisfeito por ter que trabalhar! Com tanta gente no desmprego, e estamos insatisfeitos por ainda termos trabalho.....
Mantenham-se as substituições, tire-se peso ao plano de aula dos professores faltosos, permitam-se trocas, com controle, há sempre trabalho a dar aos alunos, todos os professores sabem ensinar alguma coisa aos alunos e em qualquer ano (ou não fossem eles saber mais que os alunos). Desconte-se no vencimento a falta do professor faltoso (até um limite de faltas a definir, accionando outros mecanismos se esse valor for ultrapassado) e pague-se ao que vai fazer a substituição como hora lectiva extra, faculte-se aos professores condições de trabalho na escola quando não há substituição a fazer mas se tem que garantir o cumprimento das 35 h.
A outra face destas substituições.... elas já estavam contempladas no ECD, e até a abertura desta polémica esteve tudo caladinho pelo incumprimento do (que não interessava) ECD... É verdade, sejamos realistas! Agora que, nessa matéria, se exige cumprimento é o que se vê!
Eu já fazia substituições antes disto tudo que agora está a acontecer, quase fui crucificada viva por (alguns) pais, alunos, e professores.... só me valeu um Órgão de Gestão que, à data, confirmou junto de quem devia que eu não estava a incumprir nenhuma Lei, mas mesmo assim não foi nada pacífico, e só os alunos interessados ficavam na aula de substituição, que eram quase todos.
O outro lado é: serão as aulas de substituição, que se pretendem ser um último recurso, pelo seu carácter esporádico, necessariamente aulas onde tem que ser dada continuidade às matérias leccionadas na disciplina em causa? Não o entendo de todo.... pois é suposto que a ausência do professor faltoso, por ser esporádica, não comprometa o cumprimento dos programas (muito menos no básico onde se pode dizer que não existe um programa definido!!!!), pois a não ser esporádica deverá haver lugar à colocação de outro professor para o efeito. È mais proveitoso que se processe na sequência de um sistema de troca de aulas entre professores, sempre que possível e previsível (se isso é permitido nos CEF, por que não aqui? mas já falarei nisto).
A questão da não existência de um programa objectivamente definido (onde só vejo inconvenientes, mas não é isso que estou a discutir), mas com um enorme carácter de transversalidade, entre as várias disciplinas do básico, parece-me que deixa margem para que qualquer professor substituto faça um bom trabalho com a turma (se quiser colocar os alunos a trabalhar, em vez de achar que eles têm razão por terem direito às suas gazetas!) sem necessitar de plano de aula deixado pelo professor faltoso. Aliás, eu não sei, mas parece-me que só saberá manejar bem um plano de aula quem o desenhou... Serei mais útil aos alunos se os orientar no trabalho que eu planeei para realizar com eles do que o planeado por outro! E quem acha que não sabe o que fazer com eles se não tiver plano de aula do colega, desculpem a minha opinião, não sabe fazer nada com eles, tem má vontade e não devia ser professor!!!!! No mínimo saberá colocá-los a escrever, a ler e ou fazer contas que bem precisam, e será mais produtivo que desenvolver mal o plano de aula deixado pelo colega. Se se sente capaz de desenvolver o plano de aula não tenho nada contra!


A questão dos CEF's: se nos CEF's os colegas professores que leccionam podem trocar aulas entre si e ou alterar o calendário das mesmas com os alunos, há que o permitir aos professores do ensino regular fazer trocas entre si também (mas não a alterar o calendário com os alunos). Deste modo resolver-se-íam alguns problemas que existem com as substituições.
Mais controlo nos CEF's.... há colegas que fazem tantas trocas (e baldrocas) que até conseguem fazer pontes sem terem falta, e isso ninguém vê, ou não quer ver! Não podemos ter em educação dois pesos e duas medidas, controle cerrado para uns (ensino regular) e nada para outros (CEF's)!
Goreti
  | | O tópico foi bloqueado.
- 05/12/06 01:12 “ A Escola fechada sobre si...”
Sou um daqueles Pais preocupado, e vou falar-vos de alguns assuntos que realmente me preocupam e me deixam intrigado, e que se nos deparam no dia a dia, no que diz respeito à educação.
É preocupante quando vemos nos meios de comunicação social, os nossos professores dizerem que estão cansados, que não são amas-secas, que o programa curricular é longo, no fundo argumentando o facto de não quererem dar as tão famosas aulas de ocupação, que alguém subtilmente apelidou de aulas de substituição, para dar aquela ideia da velhinha professora de Português que teria que vestir o seu fato de treino para substituir o jovem professor de educação física.
Quando falamos do mau funcionamento da educação em Portugal, a tendência por parte do outro lado é de culparem toda a gente incluindo os Pais.
O que é um facto é que os Pais sempre foram acusados de não estarem presentes na escola será realmente por esse facto que a educação em Portugal funciona tão mal?
O que é para eles o “ estar presente ”?
O estar presente só para concordar com o professor, relativamente ao método de ensino que ele aplica.
O estar presente para dar cobertura a politicas erradas.
O estar presente para dar voz a questões laborais que nos são alheias.
Porque existirão aulas de ocupação?
Será por falta de comparência dos Pais na escola?
Porque haverá uma taxa tão alta de insucesso escolar?
Será que somos nós Pais que não ensinamos os nossos filhos a aprender?
O que será que realmente está mal, somos nós?
Se mesmo assim acharem que os culpados somos nós, pela nossa ausência de que estão à espera?
Por favor deixem-nos entrar, deixem-nos ter voz activa, deixem-nos ter mais participação nas decisões que dizem respeito ao ensino dos nossos filhos.
Para não ficarmos com aquela sensação, que poderíamos ter ajudado, mas nada fizemos.
Dirão aqueles mais letrados, mergulhados em livros e compêndios, que de teoria sabem muito mas da vida pratica alguns pouco sabem.
-Que poderão estes iletrados saber ou fazer!
Alguns de nós pouco saberão, porque a vida não nos deu a oportunidade que desejaríamos.
Mas, não nos venham dizer o que é trabalhar, produzir e chegar ao fim do dia convictos que demos o nosso melhor, porque o fruto do nosso trabalho está á vista e mesmo assim regressarmos a casa sem saber se teremos trabalho no dia seguinte.
Mas em relação aos nossos filhos, não nos venham dizer que não sabemos o que é melhor para eles.
A escola apesar do facto de dizer que está de portas abertas para os pais continua fechada sobre si.
Será que alguma vez se abrirá?
  | | O tópico foi bloqueado.
- 21/01/07 19:01 Os pais são ausentes porque não vão a escola.
Esta é a verdade nua e crua. Durante a minha longa carreira como professora conheci uns poucos pais militantes com uma carreira também longa… sempre os mesmos na Assembleia de Escola, no Conselho Pedagógico, na Associação de Pais e nos Conselhos de turma. Como vê os pais tem muitas hipóteses de representação…mas infelizmente pouquíssimos a aproveitam…
Não não é para nos darem “Amêns” que necessitamos de pais na escola, mas para trabalharem em consonância connosco na educação dos filhos. Pode crer que não é desautorizando os professores dos filhos que podemos ter êxito na educação social e técnica dos nossos jovens. Os pais e os professores tem que deixar de ver a escola como um local onde se dão aulas, para passarem a encarar este espaço como local comum de cultura. Dispenso lições sobre como dar aulas da parte dos pais dos meus alunos mas agradeço e muito ajuda para chegar aos seus filhos, facilitando a minha comunicação com eles.
  | | O tópico foi bloqueado.
- 21/01/07 19:01 Os pais são ausentes porque não vão a escola.
Esta é a verdade nua e crua. Durante a minha longa carreira como professora conheci uns poucos pais militantes com uma carreira também longa… sempre os mesmos na Assembleia de Escola, no Conselho Pedagógico, na Associação de Pais e nos Conselhos de turma. Como vê os pais tem muitas hipóteses de representação…mas infelizmente pouquíssimos a aproveitam…
Não não é para nos darem “Amêns” que necessitamos de pais na escola, mas para trabalharem em consonância connosco na educação dos filhos. Pode crer que não é desautorizando os professores dos filhos que podemos ter êxito na educação social e técnica dos nossos jovens. Os pais e os professores tem que deixar de ver a escola como um local onde se dão aulas, para passarem a encarar este espaço como local comum de cultura. Dispenso lições sobre como dar aulas da parte dos pais dos meus alunos mas agradeço e muito ajuda para chegar aos seus filhos, facilitando a minha comunicação com eles.
  | | O tópico foi bloqueado.