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- 15/06/06 00:06 Esta árvore discute o conteúdo do artigo: Ciência, Investigação e Desenvolvimento Educativo

Sou professora do Brasil e fico muito feliz em estar participando deste fórum. Atuo na área da educação ambiental (EA) e realizo investigações, vivências comunitárias e ensino. Como forma de iniciar nossos diálogos, lanço a provocação: como aliar a pesquisa educacional no âmbito da educação superior?

Um forte abraço
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- 28/12/06 20:12 5.1 - Não sendo esta uma área na qual me sinta bem e com domínio pleno posso talvez dizer que uma economia baseada no conhecimento não cristalizado carece de uma actualização constante, quer de gestores, quer de trabalhadores. Assim, tem de haver excelência no ensino a todos os níveis incluindo claro está no superior. E quem diz ensino diz certamente também formação. Para além disto julgo que haverá certamente contributos muito mais avalizados e valiosos que preferirei ler.

5.2 – Confesso que tenho lido pouco sobre o assunto, embora que saiba que a polémica tem sido acesa reunindo as opiniões contra e a favor muita vozes. No pressuposto de que venha a tornar-se numa mudança para melhorar o ensino superior julgo que todas as vontades se devem reunir e envolver em torno da sua implementação já que não há retorno. Parece-me que tudo que seja equiparar o nosso ensino superior ao nível dos melhores da Europa só pode ser positivo. Por outro lado, conseguir que os nossos doutores se possam candidatar a um cargo em qualquer país da Europa em pé de igualdade com os do próprio país é uma meta importantíssima a atingir para permitir a mobilidade e a empregabilidade! Para conseguir melhorar o ensino superior acho que muitas das reformas implementadas ao nível do primário e secundário devem ser adaptadas e aplicadas aos tradicionais e quiçá cristalizados catedráticos do ensino superior!

5.3 – Há que começar por se exigir excelência a professores, escolas e alunos. Só com bons alicerces se podem construir edifícios sólidos. Depois é preciso que no ensino superior haja avaliação dos professores, progresso nas carreiras por mérito e um grande envolvimento e colaboração entre universidades e o mundo do trabalho. Por outro lado, julgo também muito importante que se fomente em Portugal cada vez mais a investigação!

5.4 – Desde sempre que se estuda sobretudo para posteriormente se poder exercer uma profissão e ser remunerado condignamente. Há muitos cursos superiores que são uma fraude já que enganam pais e alunos! E porquê? Porque terminados os cursos superiores os doutorados não têm saídas à altura! Também sabemos que o ensino em algumas privadas deixam bastante a desejar! Por isso está implantada no mercado do trabalho uma preferência injusta e inaceitável pelos formados no ensino superior público. No meu entender não se pode admitir um tal estado de coisas! Ou o ensino privado é mau e tem ser fechado ou tem de ser fiscalizado e tornado excelente para que se acabe duma vez com essa discriminação deveras injusta socialmente. Há quem diga com autoridade e conhecimento que no ensino superior público há no geral alunos mais ricos do que no privado. Ora é deveras injusto que um pai que gasta muitos milhares de euros a formar o seu filho numa privada, tendo ainda que pagar com os seu impostos a formação dos alunos do superior público, veja o seu filho preterido em relação a um formado na mesma especialidade no superior público! É urgente que essa tradicional preferência deixe de ter razão de existir.

5.5 – A excelência dos alunos pressupõe a excelência das escolas e das universidades que frequenta consubstanciada na excelência dos respectivos professores e catedráticos! Os alunos de ontem, de hoje e de amanhã serão sempre de uma inteligência mais ou menos média e ou acima da média, mas se as escolas não tiverem condições à altura, meios e, sobretudo, bons professores não vamos certamente continuar a dizer cobardemente que a nossa juventude é que é rasca! Ensinar é educar e formar os homens e mulheres de amanhã, os que estarão à frente deste país num futuro próximo onde nós seremos velhos, idosos e dependentes. Se o futuro deles for melhor, o nosso sê-lo-á certamente também!
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- 02/01/07 19:01 Tema 5 – Ciência, investigação e desenvolvimento Educativo.

Já intervim no tema supra do debate, mas hoje, 02-01-07, fiquei banzado com o que li no J.N., constituindo matéria que vem mesmo a propósito reveladora do baixíssimo nível da educação, formação, autodisciplina, capacidade de trabalho, honestidade, hombridade, não só dos nossos educandos, mas também dos nossos educadores e não só! É pura e simplesmente espantoso, inacreditável, inadmissível o que lá se diz e chega a afirmar! Eu tinha a noção de que as coisas estavam francamente mal, mas que tivessem descido tão baixo, nem sequer seria capaz de imaginar! Perguntar-se-á que futuro para este país com estes futuros doutores e alunos assim habituados ao facilitismo, à cópia, à trapaça, à corrupção intelectual! Agora é que se aplica textualmente o ditado do povo “Um burro carregado de livros é doutor” até porque nem se dá ao trabalho de os ler, quanto mais estudá-los! Porque será então que tanto se contestam as medidas e metas da Sra. Ministra da Educação quando a verdade de tristeza e miséria moral, da falta de carácter e honestidade são assim escarrapachados num jornal que todo o povo português compre e lê? Julgo que este assunto se enquadra bem nos pontos 5.2 e 5.3. Passo, pois, a remeter os participantes neste debate e não só para as páginas 2 e 3 do J.N. de hoje onde constam os seguintes títulos e subtítulos.
- Título – Plágio de trabalhos na Internet é pão-nosso do Básico ao Superior
Subtítulos – 1) Alunos substituem pesquisa pelo facilitismo da busca na rede, criando cópias muitas vezes fáceis de detectar.
2) Professores também recorrem aos motores de busca para detectar cópias. Maior problema são trabalhos comprados.
Título – Fraude académica virou negócio
Subtítulos – 1) Pululam na Internet sítios onde é possível comprar e até vender trabalhos académicos das mais variadas áreas do saber.
2) Plágio não é debatido pelos professores universitários, que também não dispõem de programas informáticos próprios.
Agora copio textualmente, mas não toda uma quadrícula com o título…


Por 2500 euros já se compra uma monografia

Era uma tese de doutoramento exigente, sobre técnica de construção de pontes. Precisaria de um ano para fazer uma boa investigação em bibliotecas e arquivos de algumas instituições. Por isso, o preço nunca poderia ir abaixo dos 25 mil euros (cinco mil contos). Também por isso o negócio se não realizou. Pedro Moura é o nome fictício de um licenciado em Economia que tem espalhado por estabelecimentos de ensino e comerciais do Porto cartazes a oferecer os seus préstimos na elaboração de trabalhos universitários e explicações. E, pelo que revelou ao JN, clientes não lhe faltam. “Não posso aceitar mais de 10% dos pedidos que tenho, senão acabo no cemitério” esclareceu. Diz conhecer bem os alunos universitários: não sabem investigar, nem tão pouco elaborar uma monografia, para não falar numa tese de doutoramento. … Apesar de se dizer formado em Economia, aceita a elaboração de trabalhos para qualquer área do saber … Não se quer tido como charlatão. “Dão-me o tema e eu vou estudá-lo a fundo para elaborar o trabalho. E, depois, reúno frequentemente com a pessoa para explicar-lhe aquilo que ela não sabe e vai precisar de saber para depois defender a tese” explica. (Note bem) Pedro Moura estreou-se nestas lides com um trabalho de complemento de formação sobre aprendizagem da escrita para uma professora do 1º ciclo. … “Uma monografia que leve um mês a elaborar nunca fica por menos de 2500 euros”, adverte. FB

Título – Júris “amigos” podem ajudar a aprovar teses
Parte final do texto … Mário Carvalho, docente do Instituto Superior de Engenharia do Porto, confirmou ao J.N. a possibilidade de uma tese ser aprovada com combinação prévia. “Possível é, na realidade, mas não podemos generalizar esses casos”, realçou. No seu dizer, “mais grave é o que se passa em algumas instituições de Ensino Superior Privado, em que não havendo professores doutorados, não deixa de haver a constituição de júris de doutoramento para atribuir o grau”. FB

Que se conclui? Que a Sra. Ministra da Educação está totalmente certa quando quer cortar o mal pela raiz e controlar a corrupção intelectual, a fraude a nível do secundário, sobretudo no superior e, finalmente, por incrível que pareça, num acto como é o doutoramento e defesa de tese! Só lido, contado ninguém acreditaria!

Estou, sim senhor a anos-luz deste sistema corrupto porque tal coisa não cabe na cabeça simples e humilde de qualquer cidadão comum, sem canudos, nem títulos que trabalha oito horas por dia para levar para casa o ordenado mínimo nacional que quase lhe não dá para comer! Mas a que grandessíssima cambada de nulidades anda o povo a pagar chorudos ordenados com os seus impostos! São afinal estes futuros professores e doutores que vão educar os homens e mulheres do amanhã quando não passam de uma fraude miserável?
Sra. Ministra da Educação força, avante, é preciso por cobro a este escândalo e aplicar o ditado “Não há mé, nem meio mé, tens que dar o litro como as outras! Dizia o pastor à sua ovelha”
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