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- 14/12/06 23:12 2.5 - Como contribuir para o exito escolar e educativo de população culturalmente muito diferente tornando essas diferenças um factor de enriquecimento cultural para todos e para a própria escola?

Ora bem, esta pergunta começa a ser quase recorrente já que no 1º ponto, Educação e Cidadania, foi feita de forma diferente e mais curta! A sugestão que me ocorre dar, porém, não andará longe da que já dei da 1ª vez. Julgo que o 1º passo passará por uma mais fácil e rápida legalização dos estrangeiros no país e que essa legalização seja facilitada e apoiada por todos quantos estão em contacto com os estrangeiros, em especial, pelos empregadores. Depois virá a integração dos estrangeiros nas comunidades locais que devem ser ensinadas, não só a aceitá-los e integrá-los, como também a perceber que os estrangeiros, por muito que isso nos custe engolir, vêm rejuvenescer a sociedade portuguesa deveras envelhecida e contribuir com o seu trabalho e impostos para o progresso do país. Quanto aos filhos dos estrangeiros que nascem cá ou que vêm juntamente com os pais devem também ser acarinhados nas escolas que vão frequentar. Pela mesma razão que os pais são os que criam e não necessariamente os que procriam, pátria passará a ser aquela que nos dá o pão, a criação e onde a vida nos corre e é mais favorável!
Resumindo:- A legalização e integração rápida dos estrangeiros nas comunidades locais são os passos básicos, a meu ver. É claro que o ensino da língua portuguesa para estrangeiros será outro passo paralelo em que os poderes públicos locais se têm de envolver com alma e coração! Entretanto há que se fazer todo um esfprço de mentalização junto das populações através de todos os meios de comunicação, inclusive nas missas, envolvendo o apoio dos poderes públicos, exaltando a riqueza do pluralismo de culturas e raças e até das vantagens que há na mistura com sangues vindos doutras paragens longínquas.Nao será difícil demonstrar nas escolas e não s´+o que o povo português já de si é uma mescla de raças e sangues como prova a nossa história! Na escola as crianças, dependendo também muito da capacidade dos professores, devem também ir-se apercebendo que afinal não é na cor da pele, na cor e ou formato dos olhos, nem na altura, que residem as diferenças entre as pessoas, mas sim num intelecto formado noutras paragens e com outras culturas, mas que isso não constitui nenhuma ameaça, bem pelo contrário! Os professores podem e devem falar das sociedades representadas pelos alunos nas escolas comparando-as com a nossa. Nessas sociedades haverá também personalidades históricas, guerreiros, escritores, cientistas, ginastas, músicos, pintores, bailarinos, jogadores, etc. Entre os pais de alunos estrangeiros que aqui têm de sujeitar a trabalhar na construção civil, restauração, etc, há pessoas com cursos superiores que aqui nada valem, assim como os nossos cursos superiores nada valem nos países deles! Quem sabe se chamando essas pessoas para fazerem umas palestras sobre a sua vida e cultura e sobre a sua necessidade de, não obstante, precisarem de vir para cá para melhorarem de vida não conseguirão ser mais apreciados e compreendidos por alunos e pais. Em dias de festas escolares os pais dos alunos poderiam ser chamados a participar e animar a festas ficando os seus filhos como espectadores: uns tocariam instrumentos dos seus países, ou cantariam ou dançariam, outros fariam teatro, outros contariam histórias e ou até circo. Acho que naturais e estrangeiros colaborarem com os seus saberes e boa vontade para melhorarem as sociedades em que vivem haverá certamente mais solidariedade e empatia e um reconhecimento mútuo dos valores de cada um. Tudo isto será muito lindo de dizer até porque entre nós próprios, sobretudo nas cidades somos muito individualistas. E isto será bom que seja posto em causa, porque se se torna necessário integrar e bem receber os estrangeiros, porque não começar a olhar para os nossos vizinhos do prédio mais como possíveis amigos e menos como as pessoas que só encontramos esporadicamente num elevador quando vamos numa corrida para o emprego o que quase nem nos dá tempo de lhes dizer bom dia!
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